
Em 2011, o mundo inteiro dança ao som de «Party Rock Anthem», dos LMFAO. Até agora, esta imparável canção do duo de Los Angeles conquistou as tabelas iTunes de sete países . Prova ainda maior do amor global dedicado a esta canção? O seu contagiante vídeo alcançou mais de 20 milhões de visualizações, no VEVO – em menos de dois meses.
Mas «Party Rock Anthem» (que conta com as participações convidadas de Lauren Bennett e GoonRock) é apenas a primeira amostra do aguardado longa-duração de Redfoo e Sky Blu, «Sorry For Party Rocking».
«A expressão usada no título é a forma de uma pessoa festeira pedir desculpa por se estar a divertir», explica Redfoo, a metade dos LMFAO conhecida por desafiar as leis da gravidade com a sua afro. «É a desculpa que alguém dá quando outra pessoa se queixa», continua. «Vamos imaginar que os meus pais dizem “pára de dançar, acordas-me!” Então, eu posso responder “desculpa a festa, mãe, desculpa estar a divertir-me».
Não há dúvidas de que, em 2011, o duo se está a divertir, enquanto celebra o seu sucesso em festas marcadas pelas suas canções impressionantemente contagiantes, verdadeiros hinos de dança que têm provado ser tão irresistíveis nas ondas radiofónicas quanto nas mãos dos DJs de clubes de todo o mundo.
Segundo Redfoo, os LMFAO são muito mais do que apenas uma dupla de criadores de música dance-pop. Eles são os cientistas marrões de uma apurada banda-sonora desenhada a pensar numa nova geração global de pessoas determinadas em divertirem-se. Com o álbum de estreia dos LMFAO, «Party Rock», de 2009, que lhes valeu uma nomeação para os Grammy, Redfoo desvendou uma nova semente musical que, agora, se confirma atraente para os programadores das rádios do mundo inteiro.
«Nós somos estilistas musicais», define Redfoo.
«Se a música é uma forma de comunicar com as pessoas, somos praticamente cientistas», acrescenta. «Algumas pessoas fazem programações de software. Os argumentistas escrevem histórias capazes de nos fazer chorar. Nós estamos a conceber algo para ser usado, nos clubes, pelos DJs – e sabemos exactamente porque é que o fizemos».
Sky Blu concorda com o seu parceiro, acrescentando que, neste momento, o grupo se pode orgulhar de uma destreza inigualável na sua carreira – que disparou há cerca de cinco anos, quando o (agora) clássico de pista, «I’m In Miami, Bitch», ultrapassou as fronteiras do underground da cena de clubes e chamou a atenção da Interscope Records, através de will.i.am, dos Black Eyed Peas (curiosidade: will.i.am e Redfoo são amigos de infância e Foo produziu a primeira maqueta dos Peas, no estúdio da sua casa!)
No entanto, ninguém pode definir o sucesso dos LMFAO como acidental. Ao longo dos anos, estes dois homens têm revelado uma enorme determinação, além de serem completamente apaixonados por música, desde a adolescência.
Antes de uma actuação no Surrender, em Las Vegas (Blu tem residência mensal, como DJ, no Wynn, e Redfoo no Marquee Las Vegas, no novo hotel Cosmopolitan), Sky definiu-se como «um verdadeiro DJ. Mas também sou rapper. Cresci ao som de Tupac, Mos Def e Eminem».
Aqueles que não se conseguirem cruzar com os LMFAO na estrada estarão, seguramente, a carregar de novo no botão «play» dos seus computadores – a assistir a um dos vídeos mais procurados, no início de 2011, pelos amantes de música de dança e pop: «Party Rock Anthem».
«É um dos vídeos mais brutais de sempre», considera Sky, que cresceu a dançar e que revela os seus mais apurados movimentos, ao lado de Redfoo, nestas intensas imagens registadas nas traseiras dos estúdios Paramount, em Nova Iorque. «Inspirámo-nos imenso em “Thriller”, na possibilidade de fazermos algo realmente espantoso», diz o rapper. «Ninguém sabe mas nós somos atletas de alto nível e vamos com tudo – quer se fale de basquetebol, ténis, skate ou dança», conclui.
Determinados em internacionalizar a sua influência, através de digressões e DJ-sets épicos, é para esse tipo de festa que os LMFAO estão a criar a banda-sonora, vestindo-a com roupa da sua linha «Party Rock». Chegado o Verão, «Sorry For Party Rocking» promete encarnar esta derradeira celebração, quando for editado como o novo capítulo para uma proposta geral feita ao mundo: divirtam-se!