A palavra «Bastille» traz à memória a ideia de revolução, de mudança, de convulsões imbuídas do espírito da novidade. Quando Dan Smith, o cantor e compositor sediado em Londres, deu à sua banda o nome «Bastille», estava a pensar na sua data de aniversário, 14 de Julho, o dia da Bastilha, em França. Depois de, no ano passado, se terem tornado a nova banda britânica com maiores números de vendas, a escolha de Dan Smith parece ter-se tornado uma tremenda e acertada metáfora para o seu dramático impacto.
Os primeiros sinais da marca indelével que os Bastille viriam a deixar chegaram muito antes de Março de 2013, quando o seu álbum de estreia, «Bad Blood», entrou directamente para a liderança das tabelas britânicas.
Em 2011, editaram, apenas, 300 exemplares do seu auto-financiado single de estreia, «Flaws». No entanto, o seu vídeo editado por Dan Smith a partir de excertos do clássico de 1973, «Badlands», o filme realizado por Terrence Malick atingiu mais de meio milhão de visualizações, no YouTube. Após assinarem contrato com a Virgin Records, três singles mais tarde, já estavam a esgotar os concertos da sua primeira digressão em nome próprio, no Reino Unido. E o seu álbum ainda nem tinha sido editado.
O contagiante quarto single «Pompeii», subiu ao número dois do top. Acabou por se tornar a segunda canção com maior número de streams, em 2013, imediatamente atrás de «Get Lucky», dos Daft Punk, e, até agora, continua a ser aquela que mais tempo passou na liderança da Tabela Oficial de Streaming.
Seguir-se-ia o álbum, «Bad Blood», que arrebatou o #1 e, rapidamente, atingiu a marca da Platina no Reino Unido. Além de ser o disco com mais downloads, em 2013, e o segundo com mais streams, já vendeu mais de 2 milhões de exemplares, em todo o mundo e ocupou o Top 10 da tabela do iTunes de 34 países. Na edição do ano passado do Festival de Glastonbury, foram recebidos pela maior audiência alguma vez registada na história do Palco John Peel.
O triunfante 2013 terminou com mais um bem sucedido single, «Of The Night», a atingir o #2 do top britânico. «Of The Night» é uma cativante reviravolta aos clássicos eurodance, dos anos 1990, «Rhythm Of The Night», de Corona, e «Rhythm Is A Dancer», de Snap!, um mash-up que, originalmente, estava incluído nas «altamente ilegais» (as palavras são de Dan Smith) mixtapes digitais «Other Peoples Heartache, Vols I & II.
2014, dificilmente, poderia ter arrancado de melhor forma: quatro nomeações para os prémios BRIT (Revelação Britânica, Grupo Britânico, Álbum Britânico e Melhor Single, para «Pompeii»), para a sua maior audiência até à data (15 mil pessoas, em Joanesburgo) e para um concerto esgotado no Alexandra Palace, em Londres.