Um dos pioneiros do rap em Portugal, dono de uma extraordinária capacidade de descrever sentimentos e de os transformar em música, Boss AC. Muitos milhares de discos vendidos e centenas de espectáculos realizados um pouco por toda a parte, tudo conquistado pelo seu inegável talento. De origens cabo-verdianas, filho da cantora Ana Firmino, o seu primeiro registo discográfico foi em 1994, com a participação em Rapública, compilação que reunia a nata dos então rappers nacionais, onde a cena emergente se reunia para dar início ao movimento Hip-Hop.
O álbum de estreia, Mandachuva, de 1998 foi gravado nos Estados Unidos. Nos anos que se seguiram, produziu, promoveu espectáculos e edições discográficas, compôs para televisão (Masterplan e Último Beijo) e cinema (Zona J e Lena) e trabalhou com Xutos & Pontapés e Santos e Pecadores.
O seu segundo álbum de originais, de 2002, Rimar Contra a Maré inteiramente gravado, produzido e misturado pelo próprio foi um disco mais autobiográfico e introspectivo. O sucesso do disco ultrapassou as fronteiras e foi nomeado para os African Video Awards com o videoclip de Dinero, na categoria Melhores Efeitos Especiais, no consagrado canal sul-africano Channel0.
Em 2005 Boss AC edita Ritmo, Amor e Palavrasou R.A.P., um disco que se assume como uma poderosa declaração de amor, com colaborações de Pos (Plugwon), De La Soul, Da Weasel, Sam The Kid e Pedro Aires Magalhães, entre muitos outros. Em Agosto já era Disco de Ouro e em Outubro atingiu a notável marca de Disco de Platina. Dentro do género do Hip-Hop foi, nesse momento, um dos três discos mais vendidos de sempre em Portugal! O single de estreia, Hip-Hop (Sou eu e és tu), atingiu rapidamente os primeiros lugares nos Tops e integrou, ainda, a banda sonora dos programas de TV com maior audiência nacional. No mesmo ano fez a abertura do espectáculo, esgotado, de 50 Cent, no Pavilhão Atlântico em Lisboa.Em Setembro é nomeado na categoria de Best Portuguese Act nos prémios MTV European Music Awards.
2006: a Tour, depois dos Coliseus e as nomeações para os prémios Globos DOuro: melhor artista e melhor canção, vencendo o segundo com o tema Princesa (Beija-me outra vez
).
Em 2007, a MTV Portugal, nomeou novamente Boss AC para Best Portuguese Act nos MTV European Music Awards. Participou na edição portuguesa do disco de Akon, com o tema I Wanna Love You, que na versão americana tinha a presença de Snoop Dogg. Para o efeito escreveu e interpretou um nova letra na língua de Camões. Tal como nos Estados Unidos, essa canção foi um dos primeiros singles extraídos do disco, obtendo enorme aceitação por parte do público, bem como um excelente air play. A Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu Boss AC com o galardão de Autor Jovem do Ano.
No final de 2008, o disco Preto no Branco conta com Mariza, Toni Garrido, Olavo Bilac, Valete, Tó Cruz, entre outros, saltou de imediato para o Top dos discos mais vendidos em Portugal. O tema Estou Vivo, tem um vídeo gravado em Macau e integrou os tops das principais play lists nacionais.
Nos últimos seis meses de 2011 dedicou-se a compor e gravar aquele que virá a ser o seu quinto álbum de originais, com o nome AC para os amigos e que tem edição marcada pela Universal para o dia 6 de Fevereiro.
No dia 11/11/2011, às 11:11 lançou na sua página oficial do Facebook o single de avanço Sexta-Feira (Emprego Bom Já) que teve excelentes críticas e foi muito bem recebido pelo público. O vídeo oficial, alcançou as cem mil visualizações em apenas três semanas.