Carlos do Carmo iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com apenas nove anos. O fadista representou Portugal no XXI Eurovisão da Canção em 1976, e levou o país e o Fado consigo por salas de espectáculos de todo o mundo, de Paris ao Rio de Janeiro, cidade da qual é Cidadão Honorário.
Pelo seu contributo para a divulgação da música portuguesa, recebeu o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência, o Prémio da Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.
Diz-se que a primeira vez que cantou foi por acidente. Loucura, fado do reportório de Lucília do Carmo, marcou o estreante Carlos do Carmo nos anos 60. Desde esse dia, como sabemos os acidentes acabaram-se. Sendo que Loucura, invade de novo a obra de Carlos do Carmo para lhe permitir criar um novo dueto com a mãe, e a gravação de Lucília surge como celebração do 50º aniversário da carreira do fadista. A Lucília do Carmo cabe, assim, o único tema em que a voz de Carlos do Carmo se cruza com os intérpretes mais antigos do género. No resto, rodeia-se de vozes como Camané, Mariza, Carminho, Ana Moura, Ricardo Ribeiro, Raquel Tavares, Cristina Branco, Marco Rodrigues, Aldina Duarte e Mafalda Arnauth, acompanhados por José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola de fado) e Marino de Freitas (viola baixo).