Jamie Cullum: show man profissional, como são obrigatoriamente os nomes essenciais do jazz. Multifacetado, apresentador de um programa de rádio na BBC onde partilha o seu entusiasmo e as suas paixões. Compôe, grava e atua: o britânico lançou os seus primeiros álbuns, Heard It All Before e Pointless Nostalgic, ainda enquanto estudava Inglês e Cinema na Universidade de Reading.
O jazz, como musa inspiradora, levou-o em digressão durante grande parte da década passada. Colaborou com artistas como Pharrell Williams e reinventou outros, como Jimi Hendrix, Jeff Buckley ou os Radiohead, para além dos grandes standards. Trabalhou sem parar enquanto promovia Twentysomething (2004), Catching Tales (2005) ou, mais tarde, The Pursuit (2009).
Em 2011, a paternidade bateu-lhe à porta. O sexto álbum de Jamie Cullum, Momentum traz o som de um homem em paz consigo próprio, uma batalha criativa ganha e animada com as suas inspirações. Traz uma série de desafios: a primeira vez que gravou com a banda com quem faz concertos, a primeira vez que compôs a maior parte das canções (com a ajuda ocasional do irmão Ben), a primeira vez que usou as simples demos gravadas em casa como guia para as versões finais.
O bater do coração do álbum encontra-se em Sad Sad World. A canção surge numa viagem de comboio até Londres, a letra, é tingida pela melancolia e pela reflexão.
Produzir um programa para a BBC Radio 2 serviu também para se abrir ao mundo. Sentou-se com nomes como Dave Brubeck, Wynton Marsalis ou Ahmad Jamal, para discutirem a sua arte: faz-te entender o quão importante é concentrares-te naquilo que realmente queres fazer enquanto artista. O programa semanal transformou-se num favorito dos ouvintes, e foi nomeado para os Sony Radio Awards, os grandes prémios da rádio no Reino Unido. Jamie Cullum tem todos os olhos postos em si. Sabe que é assim e que não vai parar tão cedo.